Com classificação para maiores de 18, filme mostra o caminho da redenção à la John Constantine

Uma das obras literárias mais adaptadas é a Divina Comédia, de Dante Alighieri, escrita por volta do início do séc. XIX. Tal obra inspirou muitos animes, jogos, livros e filmes. Um dos mais recentes foi Inferno de Dan Brown e terceiro filme da série estrelada por Tom Hanks. Já no mundo dos games, o mais famoso e aclamado pelos fãs é Devil May Cry, contudo a Visceral Games, em 2010, criou um jogo chamado Dante’s Inferno, que entrou no gosto dos fãs pela sua história e mecânica parecida com God of War. No mesmo ano do lançamento do game, nasceu a animação inspirada no mesmo, que serve de complemento para o enredo ali apresentado.

A história se passa quando Dante volta de seu período como cavaleiro nas Cruzadas querendo esquecer os horrores vividos nas batalhas, porém, ao chegar em sua casa, depara-se com sua família brutalmente assassinada. Lá também tem um encontro com Lúcifer, o diabo em pessoa, que sequestra Beatriz, a amada de Dante, levando-a para o lugar mais profundo do Inferno. Então o cavalheiro parte em busca de sua amada em companhia do poeta romano Virgílio como guia.

A animação é ao estilo anime e parecida com Batman: Cavaleiro de Gotham onde há mudanças nos traços e estilo os personagens conforme o enredo avança. O longa conta também com uma trilha sonora impecável e equilíbrio entre momentos de ação, expiação (purificação pelos pecados) do protagonista, dilemas e problemas familiares não resolvidos e de diálogos interessantíssimos e bem construídos entre Dante e Virgílio durante sua jornada para o sombrio “andar de baixo”.

Ótimo enredo, lutas épicas, sangue ao estilo Castlevania, um anti-herói tentando se redimir. Tais combinações, além do fato de não precisar jogar o game para entender a narrativa, fazem com que Dante’s Inferno seja uma aventura épica e interessante ao ponto de não querer sair do sofá por nada e acompanhar Dante em sua jornada para salvar o amor de sua vida.