“O que te faz livre?” foi o conceito da Mostra de Artes e Carpintaria dos Alunos de Comunicação Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Macacos Uerj) deste ano, que aconteceu nos dias 29 e 30 de novembro e 01 de dezembro, no campus Maracanã.

A Macacos é o maior evento cultural da Faculdade de Comunicação Social (FCS/Uerj). Organizada pelos próprios alunos, a partir do Centro Acadêmico (Cacos Uerj), o evento é uma grande experiência e incentivo, não só ao ensino acadêmico, mas também busca estabelecer uma maior integração entre os estudantes, funcionários, professores e a comunidade externa da Universidade. A mostra conta com diversas atrações e intervenções artísticas, acadêmicas e culturais.

O evento, que esteve na sua 17ª edição, surgiu no início da década de 1990 como um simples trabalho final de uma disciplina do curso, como revela Luciana Pegorer, de 46 anos, produtora de eventos, idealizadora da Macacos. Na época, Luciana era flautista e apaixonada por música quando percebeu que a maior parte dos estudantes que cursavam Comunicação Social tinham algum talento artístico. “A partir disso eu criei um evento em que os alunos de Comunicação Social pudessem apresentar para a Universidade, e para os colegas, seus talentos artísticos”, diz. O nome Macacos foi criação de sua dupla no trabalho, Cleber Oliveira.

Luciana não podia imaginar que aquele trabalho final iria resultar em um dos grandes eventos da faculdade. A mostra, que conta com apoio da direção da faculdade e de outros departamentos da Uerj, tornou-se um dos eventos mais tradicionais do calendário acadêmico da FCS e abrange fotografia, poesia, dança, teatro, música e outras manifestações artísticas, de modo a promover um enriquecimento curricular, oferecendo aos estudantes de Jornalismo e Relações Públicas a oportunidade de colocar a teoria, ensinada nas salas de aula, em prática.

Em 2012, a Macacos trouxe como tema “Do que você se abastece?”, pensando em arte como ferramenta comunicativa; em 2013, o slogan foi “Experimente-se”, uma ideia de experimentação na arte, interligando cada indivíduo através da Comunicação e da expressão artística; já em 2014, o conceito foi “Respira loucura inspira”, instigando a loucura artística de dentro de cada pessoa; em 2015 o tema foi “Interseção”, que buscou a possibilidade de trocas e de diversas misturas com suas contradições. Neste ano, o tema “O que te faz livre?”, propôs, ao mesmo tempo, indagar e levar o indivíduo à reflexão, fazendo-o se questionar o que é a liberdade e o que o faz livre.

“Se nos desfizermos de todas as amarras, estereótipos, padrões e rótulos, o que resta é o que importa de fato. Libertar essa essência é a missão da arte contida em cada um de nós. A ferramenta para que isso aconteça é mutável: papel, caneta, pincel, voz, corpo e mente. Lançamos mão do que vem de fora, jogamos pro mundo o que temos dentro e o resultado é o que verdadeiramente somos. O que te tira de si e te coloca no mundo?”, trecho do conceito da Macacos 2016.

O evento contou com várias programações. No primeiro dia aconteceu o Núcleo de Vivência (uma oportunidade de desenvolver atividade artística fora da Universidade) no Instituto Dom Pixote, entidade sem fins lucrativos, quem tem como objetivo promover cidadania e inclusão para crianças e adolescentes, em Vila Isabel; no segundo dia tiveram diversas oficinas pela Universidade, como fotografia, danças e poesia, além do Jam Session no hall do 10, com muita música acústica; no terceiro e último dia da mostra aconteceu uma oficina de stencil e o esperado show de bandas, na Concha Acústica, que encerrou o evento, com apresentações de diversas bandas e manifestações artísticas.