Também conhecido como telhado verde ou cobertura verde, o teto verde é uma solução arquitetônica que pode ser usualmente descrita como telhado coberto por vegetação numa base impermeável. No entanto, coberturas com painéis solares,  brancas com alta emissividade e refletividade ou até mesmo telhados com telhas shingle (telhas asfálticas autoadesivas, flexíveis, com tratamento antifungos) de grande duração podem ser consideradas verdes. Elas estão sendo muito utilizadas em lajes e muros de imóveis, principalmente nos centros urbanos devido a suas vantagens e sustentabilidade.

Além de uma solução estética, os telhados verdes são uma alternativa viável para a gestão de águas pluviais em áreas urbanas, pois o processo de escoamento ajuda a retardar o fluxo, aliviando possíveis enchentes, auxilia na redução da temperatura, evitando que se formem as chamadas ilhas de calor. A vegetação também é capaz de reduzir ruídos urbanos e diminuir a transferência de calor do ambiente para a edificação, pois a cobertura vegetal não propaga o calor da mesma forma que os sistemas convencionais. Esta propriedade produz benefícios, pois, além de manter a temperatura do local mais agradável, ainda economiza energia, diminuindo a necessidade do uso de ar condicionado.

Outro benefício propiciado pela cobertura verde e que ela sequestra o gás carbônico e produz oxigênio, amenizando o efeito estufa. Ela também cria e preserva habitats, promovendo o reequilíbrio ambiental, principalmente quando são usadas plantas nativas.

Alto custo, mas vida longa

Apesar de sustentável, o telhado verde possui um alto custo, principalmente no início. O gasto de implantação é maior que o dos telhados convencionais ou lajes impermeabilizadas, porque necessita de mão-de-obra especializada para uma instalação adequada a fim de evitar problemas de infiltração. Também o custo de manutenção periódica para manter sua estrutura saudável e com boa aparência é significativo. Independentemente do custo, o ciclo de vida desses telhados sustentáveis é em média o dobro que o da opção convencional. Raramente uma solução comum irá durar 20 anos sem manutenção, já o telhado verde, apesar dos cuidados periódicos, pode durar o dobro do tempo, além de proteger a laje das diferenças de temperatura e insolação

Segundo a International Green Roof Association (Igra), os telhados verdes podem ser de três tipos:

■ extensivo: tem configuração de um jardim, com plantas rasteiras de pequeno porte. A altura da estrutura, descontada a vegetação, vai de 6 cm a 20 cm. O peso do conjunto fica entre 60 kg/m² e 150 kg/m²;

■ intensivo: comporta plantas de nível médio a grande em uma estrutura de 15 cm a 40 cm. A carga prevista varia entre 180 kg/m² e 500 kg/m²;

■ semi-intensivo: Esse tipo intermediário tem vegetação de porte médio plantadas num sistema de 12 cm a 25 cm. Pode exercer uma carga de 120 kg/m² a 200 kg/m².

Cidades como Chicago, Tóquio e Toronto já incentivam coberturas verdes, com leis específicas. Na Alemanha, líder no setor, essa indústria cresce cerca de 10% ao ano, e estima-se que 12% dos prédios do país já possuam algum tipo de vegetação no topo.

No Brasil, o progresso é lento. A cidade pioneira é Porto Alegre, onde desde 2007 toda nova construção deve ter pelo menos 20% de sua área com vegetação. Em São Paulo, a vereadora reeleita Sandra Tadeu (DEM) propôs em 2009 uma lei, aprovada em 2015, que obriga a adoção esse tipo de telhado em novos empreendimentos. Enquanto isso, o Rio de Janeiro possui um crescimento mais tímido que o da cidade de São Paulo em relação a esse tipo de telhado. Eles precisam ser mais incentivados não só pelas vantagens para quem o coloca mas também pela sustentabilidade .