Após ser campeã nos Jogos Pan-Americanos desse ano, a seleção brasileira de ginástica rítmica encontrou um novo destino: o Mundial de Ginástica Rítmica, primeiro evento classificatório para o Rio 2016, que teve início na última segunda (7) em Stuttgart, Alemanha. Embora a equipe já esteja classificada para as Olimpíadas, a briga pela vaga na categoria individual é entre as ginastas Natália Gaudio e Angélica Kvieczynski.

Três categorias já foram, restando apenas a fita, prova que acontecerá na próxima quinta (10). Natália abriu vantagem na apresentação com maças e passou a frente da adversária, somando 46.074 pontos e alcançando o 44° lugar na classificação geral. Angélica se encontra na 53ª posição, com 43.999 pontos no total. Das 153 ginastas, somente as primeiras 15 posições se qualificam para as Olimpíadas, mas, como o Rio de Janeiro será sede do evento, o lugar verde-amarelo está garantido independentemente da classificação das ginastas.

O favoritismo ao título segue com a Rússia, que ano após ano ergue as medalhas na categoria individual. Em apenas três dias de competição, as russas Yana Kudryavtseva e Margarita Mamun já garantiram o primeiro lugar na bola e no arco, respectivamente. O Brasil nunca chegou à final e conta com Angélica e Natália para alcançar um entre os cobiçados 24 lugares. Ambas as ginastas já mostraram enorme talento e força de vontade, fato que possibilita que o sucesso do Pan, enfim, se repita.

A ginástica rítmica, que começou a ser praticada após o fim da Primeira Guerra Mundial, se distingue das demais modalidades da ginástica essencialmente por seus movimentos sincronizados com a música e pela utilização de aparelhos. Foi introduzida no Brasil pela húngara Ilona Peuker na década de 1950 e, desde então, tem sido uma modalidade cada vez mais reconhecida no país.